Descrição
Luís Xavier da Costa, historiador de arte ligado ao Museu Nacional de Arte Antiga, debruça-se neste opúsculo de 1922 sobre um dos mais conhecidos quadros de Domingos António Sequeira (1768–1837), pintor considerado o maior representante do romantismo na arte portuguesa. A tela em questão, que imagina a morte do poeta Luís de Camões em cenário de decadência e abandono, tornou-se uma das imagens mais difundidas da iconografia camoniana do século XIX, cruzando o culto romântico do génio com o tema da ingratidão da pátria. O texto de Xavier da Costa oferece uma análise crítica e documental do quadro, situando-o no contexto da obra de Sequeira e na tradição das representações pictóricas do autor d’Os Lusíadas. Publicação de data indeterminada quanto ao local de edição, sem indicação de editora, o que sugere tratar-se de separata ou edição de carácter académico. Peça de interesse para coleccionadores de camoniana e de bibliografia sobre a arte portuguesa oitocentista.



