Descrição
Obra da historiadora brasileira Lilia Moritz Schwarcz, professora catedrática de Antropologia na Universidade de São Paulo, dedicada a reconstituir o destino extraordinário de uma das mais ricas bibliotecas régias europeias. A narrativa acompanha o percurso dos acervos da Casa de Bragança desde a catástrofe do terramoto de Lisboa até à sua transferência para o Rio de Janeiro com a partida da família real em 1807, momento em que a corte portuguesa transportou consigo dezenas de milhares de volumes numa das mais singulares operações de deslocação cultural da história moderna. A autora articula a história do livro com a história política e diplomática, mostrando como esse acervo se tornou fundamento simbólico e institucional da monarquia no Novo Mundo e, mais tarde, da própria identidade nacional brasileira. Edição de São Paulo, 2020. Exemplar em bom estado de conservação.



