Descrição
João Lúcio de Azevedo (1855–1933), historiador de sólida formação positivista e um dos mais rigorosos investigadores da história económica e religiosa de Portugal, dedicou parte significativa da sua obra ao estudo das correntes messiânicas e sebastianistas. Esta edição de Lisboa, de 1947, surge postumamente e constitui testemunho da durabilidade do interesse académico pela obra do autor, cuja influência se fez sentir muito além do círculo dos especialistas. O sebastianismo — crença na volta do rei D. Sebastião, desaparecido na batalha de Alcácer Quibir em 1578 — atravessa séculos de história portuguesa, alimentando movimentos populares, literários e mesmo políticos, desde o bandarra ao Integralismo Lusitano. Azevedo analisa com isenção e erudição as transformações deste mito, rastreando as suas raízes e os seus desdobramentos. Obra de interesse historiográfico e bibliófilo, indispensável para quem estude o pensamento político e religioso português.



