Descrição
Álvaro Júlio da Costa Pimpão (1905–1978), professor da Universidade de Coimbra e uma das vozes mais rigorosas da filologia portuguesa do século XX, dedicou parte substancial da sua obra à fixação e interpretação dos textos camonianos. Neste estudo, publicado pelo Centro de Estudos Românicos em 1973, o autor debruça-se sobre duas composições de atribuição e leitura problemáticas: a elegia segunda «Aquela que de amor descomedido» e a écloga primeira «Que grande variedade vão fazendo». A análise combina a crítica textual com a exegese literária, procurando estabelecer o lugar de cada poema no corpus lírico camoniano e esclarecer questões de autoria, datação e sentido. Trata-se de uma separata ou opúsculo de interesse para estudiosos de Camões e para todos os que acompanham a tradição da camoniana académica portuguesa. Sem indicação de local de edição.



