Teixeira de Pascoaes
Teixeira de Pascoaes (pseudónimo de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, Amarante, 1877–1952) foi um poeta e pensador português, figura central do Saudosismo, movimento literário e filosófico que marcou o início do século XX em Portugal.
A sua obra parte da experiência existencial da saudade, inicialmente expressa de forma vaga, mas que evolui para uma profunda reflexão ontológica. Para Pascoaes, a saudade é mais do que um sentimento nostálgico: é a expressão da condição imperfeita do ser, uma dor de separação do absoluto, do sagrado e do eterno. Assim, o mundo manifesta-se como um “pathos universal”, marcado pela finitude e pela insuficiência do existir.
Esta visão estabelece uma tensão entre o Ser absoluto e a existência humana, dividida entre matéria e espírito. A saudade, nesse contexto, torna-se uma via de superação, de elevação espiritual, uma ponte entre o mundo sensível e o transcendente.
Pascoaes concebe ainda a natureza como sagrada, onde Deus se revela e evolui com o mundo. A sua religiosidade é panteísta e monista: tudo está em tudo, e a saudade do homem é também a saudade de Deus. Esta sacralização leva a uma preocupação ecológica precoce, refletida no respeito e cuidado com a paisagem.
Entre 1910 e 1919, lidera o movimento da Renascença Portuguesa, cuja principal plataforma foi a revista A Águia. O Saudosismo, enquanto teoria filosófico-literária, propõe que a saudade é a essência do “génio lusitano”, sendo Portugal o povo onde esse sentimento atinge sua expressão mais pura. Pascoaes defende mesmo uma reforma ortográfica que traduza a psicologia das palavras, pois para ele, “as palavras são seres”.
O seu pensamento teve um caráter messiânico e profético, vislumbrando uma “nova era lusíada”. Porém, a ideia de exclusividade portuguesa da saudade gerou controvérsias, especialmente com figuras como António Sérgio, em polémicas que marcaram a cultura portuguesa da época.
Apesar da defesa da especificidade lusitana, Pascoaes reconhece (ainda que de forma implícita) a ligação entre a saudade portuguesa e uma saudade universal. Esta, por sua vez, é vista como via de conhecimento e de acesso ao mistério da existência — um conhecimento simultaneamente estético, metafísico e ontológico.
Obras principais de Teixeira de Pascoaes:
Embryões (1895), Jesus e Pan (1903), Vida Etérea (1906), Senhora da Noite (1909)
Marânus (1911), O Doido e a Morte (1913), A Arte de Ser Português (1915)
Os Poetas Lusíadas (1919), O Bailado (1921), Livro de Memórias (1928)
Biografias como S. Paulo (1934), Santo Agostinho (1945), Camilo Castelo Branco (1942)
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