Marina Tavares Dias
Marina Tavares Dias, nascida em Lisboa em 1962, é uma das mais relevantes autoras e investigadoras da memória urbana da capital portuguesa, tendo desenvolvido uma obra singular dedicada à história da cidade. Jornalista, escritora, editora e fotógrafa, destacou-se desde cedo na imprensa portuguesa, com colaborações no Diário Popular, Diário de Lisboa e Expresso, onde aliou um apurado sentido narrativo a uma notável sensibilidade documental. A sua produção é marcada por um olhar profundamente afetivo sobre Lisboa, combinando o rigor da investigação histórica com uma linguagem acessível e envolvente, aproximando o passado da cidade de um público vasto.
A notoriedade chegou em 1987 com a publicação do primeiro volume de Lisboa Desaparecida, obra pioneira no resgate de memórias visuais e urbanas da capital, que lhe valeu o Prémio Júlio Castilho. A coleção rapidamente se tornou um fenómeno editorial, atravessando várias edições e ultrapassando os cem mil exemplares vendidos, um feito raro no panorama da literatura histórica portuguesa. Ao longo de nove volumes, publicados entre 1987 e 2007, Marina deu corpo a um projeto de valorização do património lisboeta, ao mesmo tempo que mobilizou um novo interesse pela chamada olisipografia, o estudo histórico de Lisboa.
Paralelamente à série principal, publicou obras fundamentais como Photographias de Lisboa 1900, Os Cafés de Lisboa, A Lisboa de Eça de Queiroz, História do Futebol em Lisboa ou Lisboa Misteriosa, entre muitas outras. Também se dedicou ao estudo e divulgação do modernismo português, destacando-se a sua curadoria da exposição do centenário de Mário de Sá-Carneiro apresentada na sede da UNESCO, em Paris, em 1990. Fundou, no início dos anos 90, a editora Ibis, responsável por recuperar e divulgar textos esquecidos da cultura portuguesa, e mais tarde, em 2009, criou a Lisboa Desaparecida Editores, que prolonga a sua missão de preservação da história urbana.
O seu estilo, que funde crónica, ensaio e imagem, é inconfundível: Marina reconstrói ruas, cafés, cinemas e vivências hoje perdidas, recorrendo a arquivos fotográficos e testemunhos quase apagados, devolvendo à cidade uma consciência do seu passado. Lisboa, sob o seu olhar, torna-se um organismo vivo em permanente transformação, cuja memória precisa de ser recolhida antes de desaparecer por completo. O seu trabalho tem sido essencial para sucessivas gerações de leitores e investigadores que nela encontram não só um registo documental, mas também uma interpretação poética e crítica da evolução da cidade. O nome de Marina Tavares Dias tornou-se, assim, indissociável da própria memória de Lisboa, como uma das suas mais apaixonadas e rigorosas intérpretes.
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