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Livros invulgares Clássicos Portugueses

Verney, Luís António. Verdadeiro método de estudar para ser útil à república e à igreja. Valensa: Ofic. de Antonio Balle, 1747

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 2 vol. ([12], 264 pp.) ([4], 243, [1] pp.); 4o (21 cm).

 

Inteira de pele com algumas marcas de manuseamento.

Publicação clandestina com fausse-adresse; vide infra explicação da presente edição.

Inclui ainda, no mesmo tomo, as seguintes publicações:

— Araújo José de Ameno, Reflexões Apologéticas à obra intitulada Verdadeiro Método de estudar: dirigida a persuadir um novo método para em Portugal se ensinarem, e aprenderem as ciências e refutar o que neste reino se pratica. Lisboa: Na oficina de Francisco Luiz Ameno; 1748

— Resposta às Reflexões, que o R. P. M. Fr. Arsénio da Piedade Capucho fez ao livro intitulado: Verdadeiro método de estudar: escrita por outro religioso da dita província para desagravo da mesma religião e da nação. Valensa: Na oficina de Antonio Balle, 1758

— Retrato de Mortecor que em romance quer dizer notícia conjectural; Das principais qualidades do autor de uns papeis que aqui andam mas não correm com o título de verdadeiro método de estudar e de uma carta escrita com boa intenção em reposta às reflexões do P. Fr. Arsénio da Piedade. Exposta em outra carta do R. D. Alethophilo Cândido de Lacerda e a dedica a todos os que a lerem seu amigo P. V. de M. e C. En Sevilha en la imprenta de Antonio Buccaferro. s/d

— Parecer do doutor Apolónio Philomuso Lisboense; dirigido a um grande prelado do reino de Portugal à cerca de um papel intitulado retrato de Mortecor seu autor D. Alethophilo Cândido de Lacerda. Sem data e sem impressor.

Descrição completa:

VERDADEIRO METODO DE ESTUDAR : PARA SER UTIL Á REPUBLICA, E Á IGREJA : PROPORCIONADO AO ESTILO, E NECESIDADE DE PORTUGAL / EXPOSTO EM VARIAS CARTAS, ESCRITAS POLO R. P. * * * BARBADINHO DA CONGREGASAM DE ITALIA, AO R. P. * * * DOUTOR NA UNIVERSIDADE DE COIMBRA ; TOMO PRIMEIRO [-SEGUNDO]

AUTOR(ES): Verney, Luís António, 1713-1792; Teixeira, Manuel de Santa Marta, ?-depois de 1759, C.S.S.J.E., ed. lit.; Congregação de São João Evangelista. Santo Elói (Lisboa), impr. Valensa [Lisboa] : na oficina de Antonio Balle [no Convento de Sto. Elói], 1747 [1751?]

DESCR. FISICA: 2 vol. ([12], 264 p.) ([4], 243, [1] p.) ; 4o (21 cm)

REF.EXT.: 

Inocêncio 4, 249;

Inocêncio 5, 222-223;

Monteverde 5527.

 

Biografia

Luís António Verney, Lisboa, 1713 - Roma, 1792]

É a figura mais importante do iluminismo português.

Oriundo de uma família de abastados comerciantes franceses, frequentou o Colégio dos Jesuítas de Santo Antão e matriculou-se, em Novembro de 1729, na Universidade de Évora, onde obteve o grau de mestre em Artes. A 6 de Agosto de 1736 partiu para Roma, nunca mais regressando a Portugal.

Espírito irrequieto no ambiente cultural português, Verney sentiu os ventos de mudança, que agitavam a própria corte, e saiu com a incumbência régia de observar o sistema de ensino na Itália. Desde o momento que se encontrou em Roma, começou logo a pensar no Verdadeiro Método de Estudar. Sendo clérigo de ordens menores, ascendeu a arcedíago da igreja metropolitana de Évora, o que se tornou para ele numa sinecura que lhe permitiu redigir o Verdadeiro Método. A obra saiu, pela primeira vez, em Nápoles, em dois volumes (1746), sob o pseudónimo de Barbadinho. Tal era o libelo acusatório contra o sistema educativo português que o autor resolveu encobrir-se com um pseudónimo. Uma remessa de um certo número de exemplares, feita para Lisboa, foi confiscada pela Inquisição. Verney reincidiu, usou estratagemas de edição, e a obra circulou em Portugal, tendo causado polémica.

A partir de 1766, Verney corresponde-se com o Marquês de Pombal e obtém o cargo de secretário da Legação Portuguesa em Roma. Mas cedo se incompatibilizou com o embaixador, tendo sido demitido do cargo e exilado dos Estados pontifícios. Deslocou-se então para São Miniato, perto de Pisa, onde residiu até 1781. Em 1780 após a morte de D. José e o afastamento de Pombal, Verney foi gradualmente reabilitado, acabando por regressar a Roma. Em 1790 é-lhe atribuída por D. Maria I uma tença anual de 480 000 réis. Mas, por essa altura, encontrava-se já quase cego e achacado, vindo a morrer no ano seguinte. 

Desde 1747, Verney entregou-se à redacção de obras em latim com objectivos didácticos. Em 1751 publicou um tratado sobre as relações entre filosofia e teologia, De conjungenda Philosophia cum Theologia (Roma), a que se seguiram De Re Logica (Roma, 1751), De Re Metaphysica (Roma, 1753) e De Re Physica (Roma, 1769). Entre os escritos inéditos, que se julgam definitivamente perdidos, incluía-se uma gramática grega e uma gramática hebraica. 

A obra fundamental de Verney é o Verdadeiro Método de Estudar, que, após o seu aparecimento, em 1746, seguido de uma 2ª. edição, em 1747, suscitou um intenso debate em Portugal, como é testemunhado por mais de uma trintena de opúsculos que então vieram a lume. A obra é constituida por cartas que versam estudos linguísticos, literários, filosóficos, médicos, jurídicos, teológicos e canónicos, abrangendo, assim, todo o programa do ensino ministrado na época. Verney examina o sistema ortográfico da língua e aponta sugestões sensatas, destinadas a simplificá-lo. Observa no ensino em geral deficiências, que procura corrigir ao advogar menos memorização e um maior estímulo à inteligência. Critica severamente certos passos da obra do Pe. António Vieira e Camões, entre outros, expondo o que considera serem inanidades metafóricas do estilo barroco. O seu magistério crítico aponta num sentido que prepara o terreno para o neoclassicismo. Preconiza, ainda, que o ensino do latim se faça em português e não na própria língua, devendo reduzir-se a gramática aos seus preceitos básicos. De igual modo sustenta, no capítulo das ciências, que a Aritmética e a Geometria sejam ensinadas como auxiliares da Física. As lições e a doutrina do Verdadeiro Método foram convenientemente aproveitadas na reforma decretada pelo Marquês de Pombal. 

O Verdadeiro Método de Estudar foi, entre 1949 e 1952, objecto de uma edição em cinco volumes, organizada por A. Salgado Júnior, e, em 1941, de um estudo de Cabral Moncada intitulado Um Iluminista Português do Século XVIII: L. António Verney.

in: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. I, Lisboa, 1989

Texto explicativo da edição clandestina.

Maria Teresa Payan Martins, Livros clandestinos e contrafacções em Portugal no século xviii, Universidade Nova de Lisboa, 1995

«Verdadeiro método de estudar

A história da publicação do Verdadeiro Método de Estudar, de Luís António Verney, está envolta numa atmosfera de segredo e clandestinidade, mas hoje, graças aos trabalhos de investigação do Prof. Banha de Andrade, o mistério bibliográfico encontra-se praticamente desvendado, pelo que passamos a apresentar, em síntese, os pontos principais das suas conclusões 

1 º - No início do ano de 1746, Luís António Verney, residente em Roma desde 1736,” com receio dos jesuítas romanos, dirigiu-se a Nápoles, em cujo Reino os inacianos sofriam perseguição da autoridade régia e eclesiástica” (1), para diligenciar a publicação do Verdadeiro Método de Estudar, atribuindo a sua autoria a um «Padre Barbadinho da Congregação de Itália». Cumpridas as formalidades legais e obtidas as licenças necessárias (régia e eclesiástica), os impressores Gennaro e Vincenzo Muzio procederam à impressão da obra, em dois volumes [1ª ed.];

2º - Em data que não se pode fixar com exactidão, mas provavelmente no final do ano de 1746, uma remessa dessa edição foi enviada para Lisboa. De acordo com a lei vigente, um visitador da Inquisição inspeccionou o barco onde tinham sido transportados os livros e apreendeu-os, para se proceder à sua apreciação. Não são conhecidos os pareceres emitidos pelos qualificadores do Santo Oficio, mas às consequências da sua prática censória se alude expressamente num processo da Inquisição de Lisboa, relacionado com este caso de fraude editorial:

[ ... ] sendo público e notório nesta Corte que o Santo Oficio mandara recolher a primeira impressão que veio de fora do Reino e denegado a licença para eles correrem, pelos justos motivos que ponderam os Qualificadores nas suas censuras. 

A.N.T.T., Inquisição de Lisboa, processo n.º 521. Banha de Andrade transcreveu, em primeira mão, as partes fundamentais deste processo. Ob.. cit., p. 600.

3° - Perante a decisão do Santo Oficio e salvaguardado pelo anonimato a que tinha votado a sua obra, Luís António Verney enveredou pelo caminho da clandestinidade editorial. Assim "reimprimiu o livro onde quis, tirando-lhe as licenças da autoridade eclesiástica e régia de Nápoles, e apôs-lhe o nome do novo editor: António Baile, em Valença” (2). Banha de Andrade pôde ainda acrescentar: "Cremos ter sido impressa também em Nápoles esta segunda edição visto haver identidade de papel e aspecto tipográfico entre a inicial de Nápoles e a que corre com a menção de Valença” (3). Esta edição circulou em Portugal e depressa se esgotou, pois o interesse que a obra naturalmente suscitava foi reforçado pelo conhecimento de que a primeira edição fora apreendida;

4° - Mais tarde, cerca de 1751, o padre Loio Doutor Manuel de Santa Marta Teixeira, não obstante a sua condição de qualificador do Santo Oficio, estampou clandestinamente, numa oficina particular instalada no Convento de Santo Elói, nova edição do Verdadeiro Método de Estudar [3ª edição], sob as falsas indicações tipográficas de «Valensa, na oficina de António Baile, 1747».

Foram, assim, publicadas, segundo Banha de Andrade, três edições do Verdadeiro Método de Estudar, num lapso de cinco anos. Da primeira edição impressa em Nápoles (referida em I ), conhecem-se apenas dois exemplares em todo o mundo: o da Biblioteca Nacional de Madrid (incompleto, pois só ali se encontra o tomo  segundo) e o da Biblioteca Nacional de Nápoles, a partir do qual redigimos as descrições bibliográficas das portadas dos dois tomos que constituem a obra, reunidos num só volume, encadernado em carneira (…).

Pela análise comparativa das características materiais das espécies que Banha de Andrade referencia como pertencentes à primeira e segunda edições do Verdadeiro Método de Estudar, somo, levada a concluir tratar-se de uma só edição. As diferenças assinaláveis entre o exemplar que ostenta no pé-de-imprensa a indicação de ter sido estampado em Nápoles (chamar-lhe-emos 1ª edição A) e as espécies supostamente impressas em Valensa, por Antonio Baile, no anno de 1746 (designá-las-emos por lª edição B), registam-se unicamente no primeiro caderno inumerado de cada um dos tomos, o qual contém a respectiva folha-de-rosto. De forma mais explícita, podemos afirmar que, no primeiro tomo, há uma identidade total entre as duas supostas edições desde o início do texto da «Carta Primeira» (pág. 1, caderno A) até à página final (pág. 322, cad. S.), característica que se verifica também no tomo segundo, desde o princípio da «Carta Nona» (pág. 1, caderno A) até á última página (pág. 300, cad. P). As espécies, supostamente pertencentes a duas edições diferentes, são, portanto, formadas por cadernos provenientes de uma mesma edição, tendo-se unicamente efectuado, por motivos óbvios, uma nova impressão dos dois cadernos que continham as folhas-de-rosto, e procedido à sua substituição.

Estes merecem particular atenção. Se no tomo segundo, o primeiro caderno inumerado, constituído por quatro páginas ( duas páginas para a folha-de-rosto, sendo o verso em branco; e duas para o índice), é praticamente idêntico nas designadas 1ª edição A e 1ª edição B, tendo-se alterado unicamente a composição da portada para substituir, no pé-de-imprensa, o local de edição de «Napoles» por «Valensa», o mesmo não se pode afirmar do tomo primeiro, pois há diferenças significativas que importa salientar.

Na 1ª edição A, o primeiro caderno, que precede o texto propriamente dito do Verdadeiro Método de Estudar, é integrado por oito páginas inumeradas: duas páginas para o rosto (sendo o verso em branco), duas para o índice e quatro para as licenças (duas páginas para a licença real e duas para a eclesiástica). Na 1ª edição B, o primeiro caderno tem doze páginas: duas páginas para a folha-de-rosto (verso em branco), seguidas de oito páginas com a carta que o suposto impressor Antonio Baile dirige AOS REVERENDISIMOS / PADRES MESTRES,/ DA VENERAVEL RELIGIAM DA COMPANHIA/ DE JEZUS. / No Reino, e Domínio de Portugal, e duas páginas de índice. As oito páginas que abrangem a carta do fictício Antonio Baile foram colocadas no meio da folha tipográfica onde se imprimiu a portada e o índice. De um e outro, apresentamos, em anexo, a sua reprodução. Importa notar que, ao contrário do que, por lapso, é afirmado pelo Prof Banha de Andrade, (4) o exemplar que apresenta expressamente como local de edição «Napoles» não contém a Carta-dedicatória do suposto impressor Antonio Baile aos Padres da Companhia de Jesus do Reino de Portugal.

Logicamente, esta só figura, em substituição do texto das licenças, nos exemplares dados como impressos em Valensa, por Antonio Balle, em 1746, e contém uma pseudo-explicação das circunstâncias em que ocorreu a sua publicação, como estratégia para encobrir o carácter fraudulento da sua impressão:

Saem á luz, Reverendíssimos Padres, as cartas eruditas, de um autor moderno: as quais até agora correram manuscritas, por algumas mãos: mas chegando às minhas, e conhecendo eu, que podiam utilizar a muitos, resolvi imprimi-las.” (5)

No entanto, toda esta aparente normalidade se desmorona quando nos apercebemos de que o verdadeiro impressor valenciano Antonio Balle, com oficina tipográfica "junto à la paroquia de San Martin", se dedicou à actividade impressória de 1721 a 1740, e de que nas obras saídas dos seus prelos nunca consta como local de edição «Valensa» mas sim «Valencia» ou «En Valencia». (6)

Contudo, esta Carta-dedicatória é particularmente significativa pelo tom de fina ironia que o percorre, e que mereceu ao Prof. Coimbra Martins o seguinte comentário:

O Verdadeiro Método, vasto e violento tratado contra a pedagogia dos Jesuítas, abre por um elogio da Companhia que só no seu excesso e pela violenta contradição com o próprio texto do livro trai o verdadeiro espírito que o anima. Não deixa de lembrar aqueles protestos de amor à virtude que, nos seus prefácios, fazem sempre os romancistas libertinos, inclusivamente o marquês de Sade. — E acrescenta: — Mas tão bem simula que muitos afectos à Companhia puderam interpretá-la à letra […]. Foi talvez graças a ela que Luís António Verney, Aufklärer, estrangeirado e todavia eclesiástico, pôde fazer que os seus Métodos corressem em Portugal, apesar dos rigores da nossa tripla censura e após apreensão de uma primeira esquadra desses «demónios» apostados em corromper a terra onde nascera, tão diferente da de seus avós.” (7)

(…)

 A polémica que se acendeu após a publicação do Verdadeiro Método de Estudar entre apoiantes e impugnadores do Barbadinho, e que durou anos, ficou marcada por uma batalha de folhetos impressos clandestinamente. O Prof Banha de Andrade, em Verney e a Cultura do seu Tempo, (8) estudou pormenorizadamente a questão, repôs a verdade, identificou, na maior parte dos casos, os verdadeiros impressores, pelo que se nos afigura desnecessário alongar este trabalho repetindo as suas palavras. Limitamo-nos, assim, a reproduzir o quadro-síntese dos folhetos da polémica elaborado por aquele investigador, onde se apresenta, para além do título da obra, o nome do editor que figura no seu rosto ou cólofon e o nome do verdadeiro impressor.

 __________________________

 

(1) ANDRADE, António Alberto de. Verney e a Cultura do seu tempo. Coimbra, Acta Universitatis Conimbrigensis, 1965, pág. 172.

 (2) ANDRADE. António Alberto de. Oh. cit., pág. 174

 (3) IDEM, Ibidem. pp. 174-175

 (4) ANDRADE, António Alberto de. Ob. cit., pp. 459-460. A Prof Maria Lucília Gonçalves Pires. na introdução à edição do Verdadeiro Método de Estudar, publicada em 1991 pela Presença, ao apresentar no ponto 2. 1 as «Circunstâncias da sua publicação», apoiada nas investigações de Banha de Andrade, refere também a existência, na edição de Nápoles ( lª ed. A), da carta do impressor Antonio Baile aos Padres Jesuítas do Reino de Portugal. Não deixa, no entanto, de levantar a seguinte questão: "Apesar das importantes e clarificadoras pesquisas levadas a cabo por A. Alberto de Andrade, que permitiram chegar a estas rectificações de informações inexactas. subsistem ainda  problemas aos quais não nos é dada resposta. Um deles é o seguinte: como explicar que a primeira edição, impressa em Nápoles pelos irmãos Muzio, inclua um texto - a já referida dedicatória aos padres jesuítas - de Antonio Baile, impressor deValência, explicando as deficiências de material tipográfico que o impedem de imprimir a obra exactamente com os sinais gráficos utilizados pelo autor?” Cf. VERNEY, Luís António. Verdadeiro Método de Estudar (Cartas sobre Retórica e Poética). Intr. e notas de Maria Lucília Gonçalves Pires. Lisboa. Presença, 1991. pp. 14-20.

5) [VERNEY, Luís Antonio.) Verdadeiro Método de Estudar . .. Valensa, Antonio Balle, 1746. t. I, a2.

 (6) Cf. MARTI GRAJALES, Francisco. Ensayo de una bibliografia valenciana dei siglo XVIII. Descripción de las obras impresas en Valencia en dicha época, con un apêndice de documentos inéditos referentes a autores y tipógrafos. Valencia, Diputació, 1987, 2 vols.

Existe no A.N.T. T. um documento, datado de 7 de Outnbro de 1796, em que um mercador de livros, denominado Antonio Baile, solicita autorização para imprimir um determinado livro, o que foi deferido. Ignoramos a relação de parentesco que possa existir entre o impressor valenciano e este livreiro e não encontrámos outra qualquer informação sobre tal mercador de livros. O texto do documento é o seguinte: «Diz Antonio Baile, mercador de livros, que ele pretende emprimir o papel incluso intitulado Rediculas Simplicidades de Bertoldinho para o que pede a V. Majestade lhe conceda a licença precisa». Ao cimo da página encontra-se o despacho, do seguinte teor: «Aprovado o papel de que trata esta petição para poder ser impresso pelo que toca a este Tribunal. Lisboa, 7 de Outnbro de 1796.» A.N.T.T., Conselho Geral do Sto. Ofício, Maço 45, doc. 2.

(7) MARTINS. António Coimbra. «VERNEY. Luís António», (s.v.). ln SERRÀO. Joel, dir. Dicionário da História de Portugal. Lisboa, Iniciativas Editoriais,  4 vols. 1963-1967; vol 4. p. 279.

(8) Em trabalhos anteriores, Banha de Andrade dedicou, também, particular atenção aos folhetos da polémica verneiana, nomeadamente em «Bibliografia da Polémica Verneiana». Brotéria, Lisboa, vol. XLIX, (Agosto- Set. 1949), pp. 210-232 e em «Edições Clandestinas do Verdadeiro Método de Estudar e Folhetos da Polémica». Filosofia. Lisboa, Ano VIII, n.º 30 (2.° trim. de 1961), pp. 132-141.»

Sublinhados e numeração das notas de rodapé nossos. O presente texto pode se consultado no repositório de teses de mestrado e doutoramento da Universidade Nova de Lisboa.

 


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