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Livros invulgares

Vergílio Ferreira, A face sangrenta, contos, Contraponto, Lisboa, 1953

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Raro e procurado livro de Vergílio Ferreira. Edição de 500 exemplares numerados com ilustrações de Lima de Freitas. Uma das várias obras censuradas do autor, aqui numa edição da Contraponto que deve ter circulado clandestinamente.

Vergílio António Ferreira (Melo, 28 de Janeiro de 1916 — Lisboa, 1 de Março de 1996) foi um dos grandes escritores portugueses.

Embora formado como professor (veja-se a referência aos professores de Manhã Submersa e Aparição), foi como escritor que mais se distinguiu. O seu nome continua actualmente associado à literatura através da atribuição do Prémio Vergílio Ferreira. Em 1992, foi galardoado com o Prémio Camões.

A sua vasta obra, geralmente dividida em ficção (romance, conto), ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos literários: o Neo-realismo (O Caminho Fica Longe, 1943) e o Existencialismo (Mudança, 1949, Aparição, 1959). Considera-se que Mudança é a obra que marca a transição entre os dois períodos.

Atravessa a sua obra o discurso da solidão, como um dos aspectos mais profundos da condição humana, sempre acompanhado pelo silêncio, que advém do abandono da entidade divina.

Perpassa, na obra deste autor, uma tentativa de elevar os problemas individuais à generalidade dos Homens uma vez que não se refere a um "eu" que fala de si, mas um "EU" mais amplo que se refere a todos os Homens. Qualquer que seja a problemática tratada pelo este autor ela parte da reflexão sobre a questão do "eu" mas essa questão avança, quase sempre, no sentido do homem ao Homem.

Simultaneamente lírico e de libelos violentos em relação à sua contemporaneidade, exerce uma reflexão sobre o tempo, romanesco e existencial, que orienta para a valorização da vida (Alegria Breve, 1965), para o protesto em relação a todas as acomodações políticas e sociais (Signo Sinal, 1979) ou para a percepção da articulação entre os opostos do ser humano no seu decurso (morte/vida, beleza/fealdade, sagrado/profano, criação/destruição), em torno das noções da sua existência e do seu limiar (Até ao Fim, 1987, Em Nome da Terra, 1990).

«Um autor fixa um tema. Mas esse tema, revelando, como revela, um interesse, revela sobretudo que foi só em torno dele que o artista pôde realizar-se como tal.» Virgílio  Ferreira

Texto GEPAC-gov.pt - Prémio Camões

http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/VergilioFerreiraeaCensura.aspx


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