Luís Mendes de Vasconcelos, Do sítio de Lisboa - Diálogo, Impresso em Lisboa na Oficina de Luís Estupiñam, 1608

Preço sob consulta

Primeira edição. Muito raro.

Luís Mendes de Vasconcelos, Do sítio de Lisboa: Diálogo, Impresso em Lisboa na Oficina de Luis Estupiñam, 1608

[8], 242, [22] p. ; in 8º (14 cm)

Referências:

— Barbosa Machado 3, 115

— Inocêncio 5, 306

— Figanière 771

— Nepomuceno 1108

— NUC 376, 9

— Palha 3, 3868

— Samodães 1, 2072 (nota)

— Santos, M. Bibliogr. geral 3, 7337

— UCBG Res. 2427

— Arouca V 42

Impressão com moldura de duplo filete em todas as páginas e capitulares xilogravadas. No último fólio gravura de marca do impressor. Encadernação do séc. XIX.

Azevedo e Samodães, 1, 2072 (nota). Apresenta apenas a segunda edição e referindo-se à primeira diz: “Os exemplares desta edição original são muito raros”.

Inocêncio 5, 306: “Luís Mendes de Vasconcellos, Comendador da Ordem de Christo, Capitão-mór nas armadas do Oriente, onde militou muitos anos, e Governador de Angola pelos de 1617 a 1620. Foi natural de Lisboa, e não de Evora, como pareceu ao P. Francisco da Fonseca na sua Évora gloriosa, pág. 413. Ignoram-se precisamente as datas em que nascera e morrera, porém sabe se que foi pai de Joanne Mendes de Vasconcellos, que tanto se distinguiu por seus feitos militares nas guerras da aclamação. São interlocutores n"esta obra um Politico, que segundo a interpretação do autor da Biblioteca Histórica de Portugal (pág. 108 da segunda edição) se crê ser o Conde da Castanheira, ministro d’el rei D. João III e avô materno, dizem, de Luis Mendes: um Soldado, em quem pretendem ver Martim Afonso de Sousa, ex -governador da Índia: e um Filósofo, que é tido, com razão ou sem ela, pelo bispo D. Jerónimo Osório, a cuja instância se acrescenta que fora composto o Sítio de Lisboa.

 

Luís Mendes de Vasconcelos (Lisboa, c. 1542/1543 ou 1550 – Ilha de Malta, 7 de março de 1623 ou c. 1630)[2] foi um militar, escritor e político português que viveu na segunda metade do século XVI e primeira metade do século XVII.

D. Frei Luís Mendes de Vasconcelos era filho de Francisco Mendes de Vasconcelos (irmão mais novo de Luís da Costa) e de sua mulher Isabel Pais de Oliveira e neto paterno de Cristóvão Nunes da Costa, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Évora, e de sua mulher Catarina Mendes de Vasconcelos.

Professou como Freire Cavaleiro da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta a 12 de Setembro de 1571. As Provanças da sua antiga Nobreza foram tiradas pelo Prior do Crato, D. António de Portugal.

Fez a Guerra do Levante, com D. João de Áustria, do qual foi Embaixador. Foi Capitão da galé Esperança, nas Armadas do Oriente, durante dois anos, e na Batalha de Chaca, saltando em terra, obrou prodígios de bravura, saindo com 28 feridas, que lhe puseram a vida em perigo.

Em 1589 veio a Portugal como Recebedor das Comendas da Ordem, seguindo para Roma, para os Estados Pontifícios, como Embaixador de Malta. O Pontífice, o Papa Sisto V, ofereceu-lhe a Bailia de Áquila, que recusou.

Feito Conservador da Ordem em 1600, passou a General das Galés em 1613. Acossou os Turcos do Império Otomano em vários recontros, dos quais saiu sempre vitorioso, e destacou-se como Capitão-Mor de diversas Armadas.

Foi, depois, Bailio de São João de Acre, Comendador de Montoito e Elvas, que trocou com a Comenda de Vera Cruz. Por graça especial, teve as Comendas de Vila Cova, Rossas, Frossos e Algoso. O Rei D. Filipe II de Portugal quis nomeá-lo Comendador de Santarém e Pontével, que rejeitou em favor do seu antigo camarada António Pereira de Lima.[4] Foi, igualmente, Cavaleiro e Comendador da Ordem de Cristo. Foi Governador de Angola entre 1617 e 1621. Em 1618, sufocou a revolta do régulo de Matamba, irmão da Rainha N'Ginga. Finalmente, a 17 de Setembro de 1622, foi eleito 55.º Grão-Mestre da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, sendo o 3.º Português. Escreveu Do sítio de Lisboa: diálogos em 1608 e Arte militar, em 1612. Foi pai de Joane Mendes de Vasconcelos, igualmente ilustre General do tempo da Guerra da Restauração.


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