Liberto Cruz (org.), Sibila, artes e letras, 1, Maio de 1961

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Tiragem de 500 ex. Invulgar.
Sibila, publicada em Castelo Branco, em 1961, tendo sido organizada por Liberto Cruz e secretariara por José Correia Tavares. Número único. Dois ensaios, um de Urbano Tavares Rodrigues «De Proust a André Malraux» e outro de Melo e Castro «Poética contraditória ou a aventura da construção». Com um acarta inédita de Mário de Sá Carneiro.
Principais colaboradores: Edmundo Bettencourt, Egito Gonçalves. Liberto Cruz, maria ALberta Meneres, Meli e Castro, Ruy Belo e Urbano Tavares Rodrigues.
 

Liberto Cruz

Escritor português, nasceu em Sintra, em 1935, e licenciou-se em Filologia Românica, em 1959, na Faculdade de Letras de Lisboa, exercendo a função de professor do ensino secundário até 1966. Entre 1967 e 1968 lecionou Literatura Portuguesa na Universidade de Alta Bretanha, em Rennes, onde, em 1969, criou a cadeira de Literatura Angolana. Entre 1971 e 1973, dirigiu na Universidade de Vincennes, Paris, um curso de Literatura Angolana. Em 1975, foi nomeado conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Paris, cargo que ocupou até 1988, data a partir da qual assumiu a direção da Fundação Oriente. Poeta, romancista, ensaísta, traduziu também Samuel Beckett, Blaise Cendrars, Jean Husson, Robert Pinget, Le Clézio, Duras e Sade. Em 1961, fundou a revista literária  Sibila ; dirigiu, entre 1964 e 1966, a coleção  Poesia e Ensaio da Ulisseia e, entre 1965 e 1966, colaborou na rubrica de crítica literária do  Jornal de Letras e Artes. Colaborou nas revistas Poesia Experimental (1964-66) e  Hidra (1966-69) e, desde 1971, na revista Colóquio-Letras. 

As suas primeiras obras poéticas,  Momento, 1956, A Tua Palavra, 1958, Névoa ou Sintaxe, 1959, e  Itinerário, 1962, vindas à luz na viragem da década de 50 para a década de 60, refletem um momento de transição na poesia portuguesa, pelo reequacionamento da relação entre a linguagem poética e a realidade. Após as tendências contraditórias de uma poesia de intenção social, na linha do neorrealismo, ou de uma poesia que cultiva a liberdade imaginativa, na senda das experiências surrealistas, assiste-se então a um momento de crescente valorização da linguagem na criação poética, aliada, por vezes, a um experimentalismo, assumido por este autor apenas, e sob o pseudónimo de Álvaro Neto, em  Gramática Histórica. Entre essas primeiras obras e  Distância (1976) ou Caderno de Encargos (1994), medeia um percurso marcado pela busca de uma cada vez maior contenção imagística e metafórica, mas também discursiva, num itineráriode conquista de uma "sabedoria apaziguadora" (MARTINHO, Fernando J.B., pref. a  Caderno de Encargos , 1994).


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