José Ramos-Coelho, História do Infante D. Duarte, irmão de El-Rei D. João IV, Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1889, 1890 (1.º e 2.º) e 1920 ( 3.º volume) Coimbra, Impr. da Universidade 1920. (3 vols.)

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Bela encadernação em meia de pele.

Duarte de Bragança ou Duarte de Portugal (Vila Viçosa, 1605 - Milão, 3 de Setembro de 1649) foi um nobre português, senhor de Vila do Conde, filho de Teodósio II, Duque de Bragança, e irmão do futuro D. João IV de Portugal.

Nasceu em Vila Viçosa em 1605 e, sedento de feitos militares, deixou o reino em 1634 para servir o Imperador Fernando III da Germânia na Guerra dos Trinta Anos. Os autores discutem tal decisão, se se devia a não querer servir a coroa filipina ou à ambição de honras que sua condição de segundo filho jamais poderia obter no reino.

Em 1638 visitou Portugal, quando foi-lhe pedido tomar o comando da revolta que culminaria na Restauração da Independência. Quando a notícia chegou à Alemanha, escreveu em 12 de Janeiro de 1641 ao irmão a dizer-lhe que voltaria ao reino assim que pudesse. Mas a Espanha obteve por via diplomática que o imperador prendesse o infante na fortaleza de Passau, de onde transitou para a de Graz, no sul da Áustria. D. João IV ordenou aos embaixadores que usassem de todos os meios para libertarem o irmão e pediu ajuda ao papa Inocêncio XII, sem êxito.

D. Duarte, que não intervira na conjura, foi vendido aos espanhóis e acabou por sofrer as consequências da Restauração. Encerrado no castelo de Milão, morreu após oito anos de cativeiro, em 3 de Setembro de 1649.

A corte portuguesa cobriu-se de luto rigoroso mas, embora na época aquela figura tenha suscitado muita simpatia entre os portugueses, a história foi esquecida.


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