José Leite de Vasconcelos, De terra em terra, excursões arqueológico-etnográficas, 2. vols. (1 tomo), Imprensa Nacional, Lisboa, 1927

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Profusamente ilustrado no texto com desenhos e esboços da epigrafia e da utensilagem da época romana, levantamentos arqueológicos e etnográficos das regiões da Estremadura, Alentejo e Algarve; Beira e Trás-os-Montes (no 1º volume).

José Leite de Vasconcelos Cardoso Pereira de Melo, mais conhecido por Leite de Vasconcelos (Ucanha, 7 de julho de 1858 — Lisboa, 17 de maio de 1941), foi um linguista, filólogo, arqueólogo e etnógrafo português.

Biografia

Desde menino Leite de Vasconcelos era atento ao ambiente em que vivia e anotava em pequenos cadernos tudo que lhe chamava a atenção. Aos dezoito anos foi para o Porto continuar seus estudos, licenciado-se em Ciências Naturais (1881) e, em 1886, em Medicina, na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Todavia só exerceu o novo ofício por um ano, em 1887, no Cadaval, distrito de Lisboa.

A sua tese de licenciatura, "A evolução da linguagem: ensaio antropológico" (1886), já demonstrava seu grande interesse pelas letras, que por fim viriam a ocupar toda sua longa vida. As ciências exactas deixaram-lhe o estilo investigativo rigoroso e exaustivo, seja na filologia, seja na arqueologia ou na etnografia, disciplinas em que mais tarde tornar-se-ia uma referência.

Fundou a Revista Lusitana em 1889, o Arqueólogo Português em 1895 e o Museu Etnológico de Belém em 1893. Foi um dos criadores da revista O Pantheon (1880-1881) e teve diversas colaborações em publicações periódicas, nomeadamente: A Mulher  (1879), Era Nova (1880-1881), Revista de Estudos Livres  (1883-1886), A Imprensa  (1885-1891), Branco e Negro (1896-1898), Atlântida (1915-1920), Lusitânia  (1924-1927), Ilustração (1926-), Feira da Ladra (1929-1943) e no Boletim cultural e estatístico (1937). Doutorou-se na Universidade de Paris, com Esquisse d'une dialectologie portugaise (1901), o primeiro importante compêndio da diatopia do português (depois continuado e melhorado por Manuel de Paiva Boléo e Luís Lindley Cintra). Foi também pioneiro no estudo da onomástica portuguesa com a obra Antroponímia Portuguesa.

Tendo leccionado Numismática e Filologia Portuguesa na Biblioteca Nacional, onde era conservador desde 1887, chegou a professor do ensino superior em 1911, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Faleceu aos 82 anos, deixando em testamento ao Museu Nacional de Arqueologia parte do seu espólio científico e literário, incluindo uma biblioteca com cerca de oito mil títulos, para além de manuscritos, correspondência, gravuras e fotografias.

 

Obras

A lista de obras de Leite de Vasconcelos é bastante extensa, citando-se em seguida alguns dos seus trabalhos:

• O Dialecto Mirandez (1882)

• Revista Lusitana (primeira série: 1887-1943; 39 volumes)

• Religiões da Lusitânia (1897-1913; em três volumes)

• Estudos de Filologia Mirandesa (1900 e 1901; dois volumes)

• Textos Archaicos (antologia, 1903)

• Livro de Esopo (1906)

• O Doutor Storck e a litteratura portuguesa (1910)

• Lições de Philologia Portuguesa (1911)

• Antroponímia Portuguesa (1928)

• Signum Salomonis, A figa e A barba em Portugal (1918)-(1925)

• Opúsculos (1928-1938 e 1985, póstumo, sete volumes)

• Etnologia Portuguesa (1933-?, em oito volumes)

• Filologia Barranquenha - apontamentos para o seu estudo (1940, ed. 1955)

• Romanceiro Português (ed. 1958, em dois volumes)

• Contos Populares e Lendas (ed. 1964, em dois volumes)

• Teatro Popular Português (1974-1979)


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