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Livros por tema Camoniana

Jerónimo Soares Barbosa, Análise dos Lusíadas de Luís de Camões, Coimbra, 1859

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Jerónimo Soares Barbosa, Análise dos Lusíadas de Luís de Camões dividida por seus cantos com observações críticas sobre cada um deles, Imprensa da Universidade, Coimbra, 1859

Raro.

1.ª edição póstuma.

Jerónimo Soares Barbosa (1737-1816), filólogo português educado no seminário episcopal de Coimbra, ordenado presbítero em 1762, bacharelou-se em Direito Canônico. Foi professor de Retórica e Poética (Colégio das Artes da Universidade). Há notícias de que tenha lecionado Eloqüência Portuguesa.

Foi visitador das escolas de primeiras letras da língua latina e deputado da Junta da Diretoria Geral dos Estudos. Bateu-se pela renovação dos métodos de ensino de então, contra a pedagogia dos jesuítas, pela qual primeiro se ensinava a gramática latina para, só então, ensinar-se a do português. Preconizava, tal como o iluminista Luís Antônio Verney, que se procedesse primeiramente ao ensino da língua materna para só então ensinar-se o latim. 

Com esse objetivo publica, em 1807, As duas línguas, uma gramática filosófica comparada do português e do latim. Após apresentar os princípios gerais, comuns a todas as línguas - os princípios gerais da linguagem -, formula regras, gerais, que aplica primeiramente ao português, e, depois, ao latim. Com exemplos em português, vertidos para o latim, busca mostrar a conformidade entre essas línguas. 

Publicou ainda Escola popular das primeiras letras dividida em quatro partes (1796), uma gramática elementar do português com instruções destinadas aos mestres-escola. Essa obra tem como fundamentação teórica a da gramática geral e filosófica.

Sua gramática filosófica (Grammatica philosophica da lingua portugueza ou principios da grammatica geral applicados à nossa linguagem) foi lançada nos primórdios do séc. XIX (1ª edição, póstuma, em 1822, Lisboa, Tipografia da Academia das Ciências), mas estava imbuída do espírito filosófico do séc. XVIII, com base na Gramática de Port-Royal (1660).

Foi muitas vezes reeditada. Apesar de publicada, em 1.ª edição, em 1822, é de se deduzir que foi concluída em 1803, uma vez que sua Introdução data de 24 de junho desse ano.

As reformas pedagógicas pombalinas, e mesmo pós pombalinas, vêm a promover, nos fins do século XVIII e princípios do século XIX, um retorno às obras dos teóricos clássicos latinos, recomendados como base para o ensino da Retórica. O saber latinista de Soares Barbosa em muito contribuiu para a consulta a essas obras. Devem-se a ele Instituições Oratórias, de 1778, uma das versões das Instituições de Quintiliano, que eram de leitura obrigatória e de que S.B. foi um grande propugnador, e Poética de Horácio, traduzida e explicada (Coimbra, 1791).

 


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