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//Novidades// Antropologia

Jaime Lopes Dias, Etnografia da Beira, Lisboa, 1944-1971, 11 vols. br.

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Colecção completa desta raríssima obra dedicada ao estudo da etnografia beirã.

Jaime Lopes Dias nasceu em Vale do Lobo, atualmente conhecido como Vale da Senhora da Póvoa, no concelho de Penamacor, a 25 de outubro de 1890. Frequentou o liceu de Castelo Branco, onde concluiu o curso geral em 1906. Frequentou também o Colégio de S. Fiel, no Fundão, e o liceu de Coimbra, ingressando, em 1908, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso em 28 de julho de 1912. Em 24 de agosto do mesmo ano, foi nomeado oficial do Registo Civil de Penamacor e, em janeiro de 1914, mediante concurso, notário em Idanha-a-Nova. Foi administrador do concelho de Idanha-a-Nova entre 1915 e 1916, e, depois de prestar provas para secretário-geral do Governo Civil, foi colocado em Castelo Branco, onde permaneceu até 1926. Foi juiz presidente do Tribunal de Desastres no Trabalho, em Castelo Branco, vereador da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, professor dos 4º e 5º grupos do liceu de Castelo Branco, presidente da Comissão Agrícola da 55ª Região, adjunto do diretor geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior, vogal do Conselho do Cadastro, do Instituto Geográfico e Cadastral, e foi, em 1946, diretor dos Serviços Centrais e Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, onde desenvolveu uma ação digna de registo. Fez parte das comissões encarregadas do Estudo de Receitas e Despesas Municipais da Divisão Provincial do País, e da Divisão Regional e Agrícola. Presidiu, em 1937, à comissão encarregada da Organização dos Serviços das Câmaras Municipais de Lisboa e Porto e à comissão organizadora do Grande Cortejo Folclórico. Foi membro titular do Instituto Internacional de Ciências Administrativas de Bruxelas e foi sócio de muitas instituições científicas e culturais. Foi Comendador da Ordem de Cristo. Fundou o Sindicato Agrícola e a Caixa de Crédito Agrícola de Idanha-a-Nova. Fez a campanha para a criação de um Posto Agrário em Idanha-a-Nova. Organizou o IV Congresso e Exposição Regional das Beiras. Promoveu, por ocasião, destes certames, a publicação de um álbum de propaganda da cidade de Castelo Branco, a instalação do Museu Tavares Proença Júnior e a construção do monumento a Vaz Preto.

Tem publicadas várias obras muito importantes e dirigiu a Revista Municipal de Lisboa e o Boletim da Casa das Beiras. Foi diretor dos jornais Povo de Idanha, de Idanha-a-Nova, e Província, de Castelo Branco, e foi um dos fundadores da Acção Regional, de Castelo Branco. Organizou números especiais referentes a Castelo Branco e ao seu distrito e província, em: Revista das Beiras, Revista Insular e de Turismo, Terras de Portugal, Álbum de Portugal, etc. Colaborou em diversas publicações: Ocidente, Anuário Comercial (Turismo), Panorama, Revista Portuguesa de Comunicações, Revista da Mocidade Portuguesa Feminina, Boletim da Junta Nacional da Cortiça, Almanaque das Beiras, Guias dos Hotéis e Turismo, Portugal Corticeiro, Diário de notícias, Século, Novidades, Diário de Coimbra, Mocidade Livre, Semana das Beiras, Vanguarda (de Castelo Branco), Cidade, Sul da Beira (Covilhã), Via Latina (número único), etc. 

in: Grande enciclopédia portuguesa e brasileira, vol. XV, pp. 447-448

 


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