Guilherme de Vasconcellos-Abreu, Passos dos Lusíadas estudados à luz da mitologia e do orientalismo, Imprensa Nacional, Lisboa, 1892

35 € Adicionar
Acresce o valor do transporte pelos CTT (de acordo com as tabelas em vigor para o correio registado ou não registado). Enviar email para informação de envio por correio.

Camões e camoniana.

Guilherme Augusto de Vasconcelos Abreu (Coimbra, 1842 - 1907), foi um orientalista, militar, geógrafo, literato e escritor português.

Emigrou para o Brasil e a Índia. Nas diversas ocasiões em que viajou para as colónias de Portugal na Índia foi muito respeitado pelo povo local. Foi o último dos portugueses a poder ler, no original, o Mahabharata, o Sutta-pitaka, o Tripitaca ou Ramayana.

O seu interesse pelas línguas orientais, especialmente o sânscrito, língua sagrada dos Indianos e uma das mais importantes línguas literárias indo-europeias, modificou radicalmente o rumo da sua vida. Especializou-se naquela língua na França, na Alemanha e na Inglaterra, e quando regressou a Portugal licenciou-se em Matemática e Engenharia Naval pela Universidade de Coimbra e foi nomeado professor de Língua e Literatura Sânscritas do Curso Superior de Letras de Lisboa. Foi companheiro de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana e apoiou o movimento pela "ortografia simplificada", que viria a resultar na Reforma Ortográfica de 1911.

No seu ensaio Os Contos, Apólogos e Fábulas da Índia, Lisboa, 1902, demonstrou a influência indireta do Sânscrito no Português presente no Auto de Mofina Mendes de Gil Vicente. Esta sua pista foi seguida por Selma de Vieira Velho na sua tese "A Influência da Mitologia Hindú na Literatura Portuguesa dos Séculos XVI e XVII", 2 vol., Macau 1988.


Scroll to Top