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Livros invulgares Literatura portuguesa

Gedeão, António. Máquina de fogo: Poemas. Coimbra: Oficinas da Atlântida, 1961

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Edição original. Invulgar.

 Primeira edição do poema. "Lágrima de preta."

88, [1] pp. ; 20 cm.


Rómulo de Carvalho / António Gedeão, Lisboa, 1906 - Lisboa, 1997

Poeta, ficcionista, pedagogo e historiador. Licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade do Porto, dedicou-se ao ensino e à investigação, sobretudo nas áreas da história da ciência e das instituições científicas, bem como a uma actividade de divulgador que, já em idade avançada, alargou ao público juvenil com obras de grande interesse, comparáveis, na sua época e no campo estrito das ciências, àquelas que Agostinho da Silva produziu para o mesmo público nos anos trinta e quarenta.

Já tarde, em 1956, o cientista e investigador Rómulo de Carvalho viria a revelar-se, sob o pseudónimo de António Gedeão, como poeta, numa voz singular das letras portuguesas deste século, em «livros que cristalizam numa sensibilidade bastante original certas coisas aparentemente muito heterogéneas: uma nitidez de recorte ora parnasiana, ora vinda da redondilha cortês, ora permeada pela sua formação científica; uma comunicativa simpatia pelo sofrimento e também pelo trabalho popular; e uma vivência meditativa e inquieta da sua própria e crescente solidão humana» (António José Saraiva e Óscar Lopes). Apesar do cientismo em que, por «(de)formação», baseia com certa frequência a sua imagística, o poeta António Gedeão facilmente cativou o público leitor, a ponto de os seus livros atingirem números de edições bem raros em obras poéticas contemporâneas. Uma característica, quiçá «sabedora», deste cientista-investigador-poeta, é o tardio em que chega ao livro: com 50 anos ao livro de versos; com 53 ao grande estudo histórico; com 73 ao livro de divulgação para a juventude.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997


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