Gaspar Correia, Lendas da Índia, sob a direcção de Rodrigo José de Lima Felner, Academia das Ciências de Lisboa, Lisboa, 1858-1864

Preço sob consulta
Acresce o valor do transporte pelos CTT (de acordo com as tabelas em vigor para o correio registado ou não registado). Enviar email para informação de envio por correio.

8 Volumes em 4 Tomos. Primeira edição.

 

Gaspar Correia (1492 — c. 1561) foi um historiador português, autor das Lendas da Índia, uma das mais importantes obras sobre a primeira fase da presença portuguesa na Índia e no Oriente. É referido como o Políbio português. A sua obra mais importante, Lendas da Índia, só teve edição em meados do século XIX, a presente edição.

São escassas as informações sobre a sua vida, assim como são poucas as informações que dispomos sobre a suas origens familiares. Apesar da escassez de fontes, António Banha de Andrade situa o seu nascimento em 1492, atribuindo a paternidade a Aires Botelho, comendador de São Martinho das Feixedas, no bispado de Viseu.

Sabe-se que viveu a maior parte de sua existência no Estado Português da Índia onde terá chegado bastante jovem, por volta de 1512-1514, para servir como soldado, tendo sido escolhido, posteriormente, para secretário de Afonso de Albuquerque. Retornou a Portugal em 1529. A sua obra "Lendas da Índia", embora escrita num estilo pouco formal, é considerada uma importante fonte coeva, sendo fruto da memória de 35 anos na Índia, privando de fontes desconhecidas para contemporâneos como Castanheda ou João de Barros. A obra é ilustrada com os retratos dos governadores e plantas e desenhos panorâmicos de algumas fortalezas, de excepcional interesse para o estudo da fortaleza de transição. Deve-se a ele a primeira descrição europeia de cólera asiática. Alguns autores afirmam que foi assassinado em Malaca, por ordem do governador Estevão da Gama, neto de Vasco da Gama.

Embora alguns autores acreditem que existiu uma edição dessa obra em 1556, é mais provável que cópias do manuscrito desse compêndio de 3500 páginas tenham circulado entre alguns poucos escolhidos, após ter sido trazido da Índia para Portugal por Miguel da Gama, pouco depois da morte do autor.

A família conservou o manuscrito original das "Lendas da Índia", que apenas viria a ser impresso, pela primeira vez, entre 1858 (início da primeira parte) e 1863 (final da segunda parte) por disposição da Academia Real das Ciências de Lisboa.


Scroll to Top