Francisco Duarte de Almeida e Araújo, Crónica da rainha a Senhora D. Maria segunda. Compreendendo os documentos do seu reinado de direito e de facto desde 2 de Maio de 1826 até 15 de Novembro de 1853, Lisboa. 1857, 1859 e 1861. (3 Vol.)

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Francisco Duarte de Almeida e Araújo, Crónica da rainha a Senhora D. Maria segunda. Compreendendo os documentos do seu reinado de direito e de facto desde 2 de Maio de 1826 até 15 de Novembro de 1853, António José Fernandes Lopes editor, Lisboa. 1857, 1859 e 1861. (3 Vol.)

«Francisco Duarte de Almeida e Araújo, nasceu na cidade de Lagos, no Algarve, a 10 de Outubro de 1816. É Cavalleiro da Ordem de S. Tiago, por decreto de 22 de Dezembro de 1825, e foi tambem condecorado com a Ordem de N. S. da Conceição de Villa-viçosa em 1851. Depois de estudar a grammatica latina com os Padres do Oratorio na casa do Espirito Sancto, seguiu e terminou em 1833, com approvação plena, o curso de estudos secundarios estabelecido no mosteiro de S. Vicente de fora, em que se incluia Arithmetica, Geometria, Chronologia, Geographia, Historia, Philosophia racional e moral, e Rhetorica. Cursou tambem por alguns annos as aulas da Eschola Cirurgica de Lisboa, e de Construcção e Architectura naval, as quaes deixou por haver obtido em concurso um logar de Amanuense temporario do Thesouro Publico, em 5 de Agosto de 1839. Serviu n'esta Repartição até que pela organisação do Tribunal de Contas foi n'ella contemplado com a graduação de Aspirante de terceira classe. Promovido depois á classe immediata em 1851, requereu passado tempo a exoneração, que lhe foi dada por decreto de 29 de Dezembro de 1852. - Em 4 de Abril de 1857 foi-lhe conferida em concurso, e por votação unanime do jury respectivo, a nomeação de Redactor das sessões da Camara dos Pares, logar que tem servido até o presente, merecendo por vezes louvores e elogios pelo seu desempenho. Serviu ainda cumulativamente por algum tempo o cargo de Sollicitador da Fazenda Nacional na sexta vara da comarca de Lisboa, que tambem obteve em concurso, e lhe foi dado no 1.º de Agosto de 1857.

Trabalhou activamente por muitos e não interrompidos annos nas lides da imprensa periodica, tanto litteraria e religiosa, como politica, sendo umas vezes redactor principal, outras collaborador de numerosos jornaes. Contam-se dos primeiros: O Beijaflor, primeira e segunda epochas; O Pantologo; Jornal da Bibliotheca economica; Archivo familiar; Flora e Pomona, jornal de agricultura; Revista contemporanea; Illustração Luso-brasileira; Illustração popular; Panorama; Amigo da Religião; Jornal catholico, etc. - E dos segundos: Correio portuguez; Correio de Lisboa; Matraca (1846-1847, em collaboração unicamente com Lopes de Lima); Estandarte; Popular; Lei; Imprensa e lei; Parlamento; Jornal do Commercio; Jornal mercantil; Defensor e Periodico dos Pobres (estes do Porto), etc., etc.

Afóra isto, e o mais que já ficou mencionado no artigo respectivo, tem publicado muitos opusculos avulsos em prosa e verso, dos quaes occorre aqui a enumeração dos seguintes:

2386) Elogio historico do socio Antonio Maria do Couto, recitado na Academia Lisbonense das Sciencias e das letras em 27 de Agosto de 1843. Lisboa, Typ. da Rua dos Lagares 1843. 8.º gr. de 13 pag. - Esta academia, de curtissima duração, teve por presidente Silvestre Pinheiro Ferreira, e por membros varios litteratos, mais ou menos conhecidos, dos quaes a maior parte figuram com seus nomes no Diccionario bibliographico.

2387) Tullia a Gracco. Lisboa, Typ. do Gratis 1842. 8.º gr. de 16 pag. - É confutação ao folheto Reflexões de Gracco a Tullia, impresso clandestinamente em Lisboa no mesmo anno. (Vej. no Dicc., tomo I, n.º A, 583.)

2388) Historia do consulado e do imperio por Mr. Thiers, traduzida e annotada. Os primeiros quatro tomos da edição publicada na Imprensa da Gazeta dos Tribunaes.

2389) Versos a S. M. a Rainha (D. Maria II) quando desembarcou em Lisboa, da sua digressão ás provincias, os quaes foram espalhados profusamente no Terreiro do Paço por essa occasião.

2390) Ave, rex! Poemeto commemorativo da defeza de Gaieta, dedicado aos heroes que n'ella tomaram parte. Lisboa, na Typ. de Gaudencio Maria Martins 1861. 8.º gr. de 15 pag. - Sem nome do auctor, e escripto em estrophes de versos octosyllabos.

2391) 1640, ou a Restauração de Portugal. Facto historico em quatro actos, sete quadros e um prologo. Representado pela primeira vez no theatro da Rua dos Condes em 29 de Outubro de 1861. Lisboa, Typ. do Panorama 1861. 8.º gr. de XII-88 pag.

A Historia de Portugal (n.º 706) foi impressa em 1852. É edição inteiramente exhausta ha muito tempo.

Da Chronica da rainha a sr.ª D. Maria II (n.º 708), comprehendendo os documentos do seu reinado de direito e de facto, desde 2 de Maio de 1826 até 15 de Novembro de 1853. Lisboa, Typ. de A. J. Fernandes Lopes 1857-1861. 4.º gr. 3 tomos com VIII-430 pag. (e uma de errata), 440 pag. e 436 pag. No fim declara ser o ultimo tomo: porém tanto a historia como os documentos só chegam até Julho de 1833.

Se houvesse de fazer-se aqui a enumeração especial dos artigos historicos, biographicos, descriptivos, etc., e das poesias que se encontram disseminadas nos jornaes e escriptos de sua redacção e collaboração, seria talvez necessario para isso uma dezena de paginas. Consta que tambem publicara ha tres ou quatro annos uma Collecção dos seus versos, reunida em volume, de que até hoje não pude ver exemplar algum.»

 

 

Dicionário Bibliográfico Português, Estudos de Incêndio Francisco da Silva aplicáveis a Portugal e ao Brasil. Continuados e ampliados por P. V. Brito Aranha. Revistos por Gomes de Brito e Álvaro Neves, Lisboa, Imprensa Nacional, 23 vol., 1858-1923


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