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Antiguidades

Excepcional salva de prata de aparato, portuguesa, meados do século XVII

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Salva de prata de aparato, decorada com aves (provavelmente um melro) e túlipas, aba ondulada, sem marcas de contraste, datável do 3.º quartel do século XVII.

A salvas de aparato deste período apresentam uma decoração “(…) tipicamente barroca, em que dominam as túlipas, ranúnculos e outras flores, a par de aves e diversos animais, cestos, etc. Temas comuns aos tecidos, colchas, mobiliário e azulejos desta época e cuja influência é em grande parte oriental; ornatos idênticos aos que no mesmo o período floriram na ourivesaria do Norte da Europa, particularmente na holandesa, escandinava e inglesa — nesta pelo menos desde 1658 (a túlipa).” Reinaldo dos Santos e Irene Quilhó, Ourivesaria portuguesa nas colecções particulares, Lisboa, 1974, pp. 22.

Exuberantemente cinzelada, repuxada e batida, — nitidamente como compensação do corpo bastante fino e leve, característica das pratas deste conturbado período da história portuguesa e europeia. A ausência de punções é também típico das peças deste período que, durante o domínio Habsburgo, assistiu a uma decadência nas corporações de ourives que vêem o seu número reduzir, de 430 artífices em 1551, para 132 em 1624. Só em 1689, durante o reinado de D. Pedro II, é que se determina, de novo, a obrigatoriedade do puncionamento da prataria.

Peças idênticas à presente podem ser vistas em vários museus nacionais. D acordo com a base de dados da direcção do património nacional, pudemos confirmar a existência de meia dúzia de exemplares com características idênticas à presente salva, a maior parte deste conjunto estão no Palácio Nacional da Ajuda (com proveniência das coleções reais), no MNAA (colecção Barros e Sá) e um exemplar no Museu Abade Baçal, no museu de São Roque e na Coleção da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva.

É, reconhecidamente, o período menos estudado da arte da prataria em Portugal, principalmente no que toca às peças de uso mundano. É também o período, em que a prataria tem um cunho distintivamente nacional, que acaba por desvanecer no estilo mais internacional que lhe sucede, no período de D. João V.

Diâmetro: 40 cm 

Peso: 839 gr


António Pereira da Trindade


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