António Carvalho da Costa, Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso Reyno de Portugal, Lisboa, 1706-1708-1712

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Endernação coeva.

António Carvalho da Costa, Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso Reyno de Portugal, com as noticias das fundações das cidades, villas, & lugares, que contém; varões illustres, genealogias das familias nobres, fundações de conventos, catalogos dos bispos, antiguidades, maravilhas de natureza, edificios, & outras curiosas observaçoens, Lisboa, 1706-1708-1712

António Carvalho da Costa (Lisboa, 20 de Abril de 1650 — 27 de Novembro de 1715), conhecido como Padre António Carvalho da Costa, foi um sacerdote, presbítero e astrónomo português, muito versado na História e Topografia portuguesas, que dedicou a sua vida ao estudo da Astronomia e da Geografia, tendo escrito vários livros sobre o tema.

Escreveu a Via astronómica, etc, Lisboa, 1677, o Tratato compendioso da fábrica e uso dos relógios de sol, dividido em quatro secções, Lisboa, 1678, e o livro Astronomia metódica distribuída em três tratados, Lisboa, 1683,[1] cujo texto se distribui em três tratados: Theoria do sol, Theoria da lua e Theoria dos planetas menores, obra publicada pela Oficina de Francisco Villela.

Interessou-se em compilar todas as notícias que pudesse sobre as inúmeras localidades portuguesas. Deu-as à estampa sob o nome de Corografia portuguesa e descrição topográfica do famoso reino de Portugal, com as notícias das fundações das cidades, vilas e lugares que contém; varões ilustres; genealogias das famílias nobres; fundações de conventos, catálogos dos bispos; antiguidades; maravilhas da natureza e outras curiosas observações, tomo I, oferecido a el-rei D. Pedro II, Lisboa, 1706, tomo II, oferecido a el-rei D. João V, Lisboa, 1708, tomo III, oferecido à senhora D. Maria Ana de Áustria, Rainha de Portugal, Lisboa, 1712, que saiu a público entre 1706 e 1712.

Inocêncio I, 105: «Fr. Manuel de Figueiredo, na sua aliás resumida e acanhadíssima Descripção de Portugal a pag. XVII, falando da Corographia e do P. Carvalho diz que este «Empreendendo na composição d’esta obra uma acção merecedora de muito louvor, seria mais estimável o seu projecto, se tivesse talentos e meios para desempenha-la sem mendigar e crer muito do que mandou estampar. Este juízo do cronista cisterciense ha sido confirmado por outros críticos, e ninguém hoje duvida de que a Corographia do P. Carvalho envolva gravíssimos defeitos. Notam-se-lhe principalmente faltas e erros na parte genealógica, em que parece terem sido mui escassos os seus conhecimentos, recebendo por isso sem critério as noticias que os interessados lhe forneciam, abusando da sua sinceridade, ou talvez da condescendência a que o obrigava a mingua de recursos próprios. Os catálogos dos bispos das catedrais do reino passam também por pouco exactos: e no tocante á origem e fundações das cidades e vilas adopta sem crítica nem exame as opiniões de Fr. Bernardo de Brito, e dos outros escritores do mesmo jaez que em seu tempo andavam em voga, e cujos sonhos corriam ainda como verdades indubitáveis. Tais defeitos todavia não obstam a que esta obra seja estimada e procurada dentro e fora do reino, e os exemplares vão escanceando cada vez mais no mercado, de modo que ao fim de alguns anos terão de tornar se verdadeiramente raros. O seu preço actual é de 14:400 a 16:000 réis, quando bem tratados; mas há exemplos de vendas feitas por 18:000 réis, e ainda por mais».


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