Encontramo-nos abertos no horário habitual, das 9:30 às 19:30 (13:00-14:30 almoço). Continuamos a fazer compras de bibliotecas, manuscritos, fotografias antigas, etc. etc. Não hesite em entrar em contacto connosco: 21 342 16 00 ou por email para antoniomtrindade@gmail.com

António Aragão e Herberto Helder, (org.) Poesia experimental 1, Colecção Cadernos Hoje, Lisboa, 1964; António Aragão, Herberto Helder e E. M. de Melo e Castro, (org.) Poesia experimental 2, Oficinas Gráficas da Escola de Artes e Ofícios, Funchal, 1966

Indisponível
Acresce o valor do transporte pelos CTT (de acordo com as tabelas em vigor para o correio registado ou não registado). Enviar email para informação de envio por correio.

Muito raro.

António Aragão e Herberto Helder, (org.) Poesia experimental 1, Colecção Cadernos Hoje, Lisboa, 1964; (Impressão em offset na Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico)

Colaboram no 1.º número: Ilídio Ribeiro (capa), António Aragão, António Barahona da Fonseca, António Ramos Rosa, E. M. de Melo e Castro, Herberto Helder, Salette Tavares. Antologia com Luís de Camões, Ângelo de Lima, Mário Cesariny de Vasconcelos, Emilio Villa, Quirinus Kuhlmann

António Aragão, Herberto Helder e E. M. de Melo e Castro, (org.) Poesia experimental 2, Oficinas Gráficas da Escola de Artes e Ofícios, Funchal, 1966 (dados PORBASE);

Colaboram no 2.º numero: Ilídio Ribeiro (capa ?), António Aragão, Herberto Helder, E. M. de Melo e Castro, José-Alberto Marques, Luiza Neto Jorge, Salette Tavares, Jorge Peixinho, António Barahona da Fonseca, Álvaro Neto, Ana Hatherly, Henri Chopin, Ian Hamilton Finlay, Mike Weaver, Pedro Xisto, Pierre Garnier, Haroldo de Campos, Emilio Villa, Edgard Braga.

«O Movimento da Poesia Experimental portuguesa caracteriza-se essencialmente pela contestação da crítica literária vigente, denunciando a inadequação da crítica aos novos materiais do poema. Por outro lado, encontra na repressão política generalizada que então se vivia no país, as origens do desfasamento dessa mesma crítica às práticas poéticas. Deste modo, a poesia experimental, como os seus principais autores não se cansam de insistir e mostrar, precisou de se apoiar numa teorização da sua prática poética. As teorias do texto e da comunicação dos anos 60 foram, neste sentido, fundamentais, verificando-se nos autores um conhecimento profundo da teoria da informação, da semiótica, ou do estruturalismo, mas deixando-se ao mesmo tempo impressionar pela utilização criativa da tipografia, e da publicidade. (…)

O arauto desta produção poética em Portugal, a revista de que saíram dois números, intitulou-se efectivamente Cadernos de Poesia Experimental e, embora integrando o movimento internacional, uma das particularidades do experimentalismo português residia na vontade de associar a necessidade de renovação da comunicação literária, indo a contra-corrente dos padrões literários estabelecidos, à desmontagem do discurso do poder instituído. O facto de assumirem um posicionamento anti-lírico e anti-saudosista e de produzirem textos e objectos tão contrários às tendências aceites, contrariando os hábitos dominantes de aceitação e fruição do objecto artístico, demonstra como o experimentalismo pretendia insurgir-se contra o status quo, e terá mesmo pretendido assumir-se como um acto de subversão política. Com este pano de fundo, lançaram os experimentalistas portugueses a proposta de um novo construtivismo do discurso, apoiando-se sobretudo no poder da comunicação visual.

Em 1964, foi publicado o primeiro número dos Cadernos de Poesia Experimental, dos quais fizeram parte António Aragão, Herberto Helder, António Barahona da Fonseca, António Ramos Rosa, E. M. de Melo e Castro e Salette Tavares. As páginas desta revista encerravam uma enorme novidade, proporcional ao choque causado tanto a nível do público como da crítica literária.

“(...) um resoluto NÃO ao triste «caldo cultural» que nos era obrigatoriamente servido (sentimentalismo, discursivismo, patrioteirismo, idealismo místico, vedetismo, oportunismo, brilhantismo, sebastianismo, provincianismo, carreirismo, etc., etc.) para além desse NÃO, nós só tínhamos o produto das nossas mão e das nossas cabeças, na condição de isolamento e silêncio que as circunstâncias nos impunham. (Melo e Castro, cit. in PO.EX, p.11)”

Depois da estupefacção provocada pelo primeiro caderno da Poesia Experimental, surge, em 1966, o segundo número. Neste caderno vemos novos actores em cena, entre os quais alguns poetas estrangeiros: Edgar Braga, Emílio Villa, Haroldo de Campos, Henry Chopin, Ian Hamilton Finlay, Mike Weaver, Mário Diácono, Pedro Xisto e Pierre Garnier. A enumeração destas participações internacionais leva-nos a outro ponto fulcral, relacionado com o Experimentalismo português — o seu carácter internacional.» in: po.ex


Scroll to Top