António Aragão, Ana Hatherly, E. M. Melo e Castro, José Alberto Marques, Pedro Xisto e João Vieira (capa), Operação 1, Lisboa, 1967; Ana Hatherly, Operação 2, estruturas poéticas, edição do autor, Tip. Jornal do Fundão, 1967

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Muito raro.

E. M. de Melo e Castro, Operação 1:  Contém cartazes de António Aragão, Alfabeto Estrutural de Ana Hatherly; 10 sintagramas de E. M. de Melo e Castro; 9 homeóstatos de José Alberto Marques; 4 epithalamia de Pedro Xisto; capa de João Vieira; Tamanho 51,5 cm;

Plaquetes em caixa própria. Primeiro número de uma das mais importantes revistas literárias da segunda metade do séc. XX, representativo do movimento experimental português. Com capa de João Vieira feita a partir de cartões dos moldes das rotativas do Diário de Notícias, tornando cada um dos exemplares uma peça única, o número é composto por 28 fólios soltos com o objectivo de serem incluídas numa exposição. Apresentada em 1967 na Galeria Quadrante, a publicação foi uma experiência inédita no panorama artístico-literário português. Totalmente financiado por Melo e Castro, este autor explica-nos o conteúdo do número da seguinte forma: “Os trabalhos reunidos neste álbum inserem-se numa linha de investigação de signos e estruturas linguísticos, aqui exemplificada por uma dimensão predominantemente visual.” Segundo Daniel Pires a obra contou, no máximo, com uma tiragem de 100 exemplares. 

Operação 1 e 2

«Um outro happening digno de menção é a «Conferência-Objecto», realizada em Abril de 1967, na Galeria Quadrante, em Lisboa. Este evento tinha como objectivo o lançamento de dois números da revista experimental Operação, bem como o esclarecimento do que fora feito em ambas as publicações.

Para explicarmos de que o conteúdo desses trabalhos (Operação 1 e 2) nada mais elucidativo do que o recurso às palavras dos principais intervenientes, retiradas da transcrição de uma entrevista feita a Ana Hatherly e Melo «e Castro: “OPERAÇÃO é o título geral de uma série de publicações de textos criadores e críticos sobre a estrutura do fenómeno poético (...) uma exposição portátil que se adquire e se leva para casa.” (cit. in PO.EX, p. 66) Operação 1 contém trabalhos de António Aragão, Ana Hatherly, E. M. de Melo e Castro, José Alberto Marques e Pedro Xisto. Operação 2: Estruturas Poéticas é completamente “preenchido com uma investigação estrutural de determinadas formas linguísticas aplicadas à criação poéticas” (idem), ou seja, a explicação teórica das suas actividades poéticas. Ambos os trabalhos funcionam complementarmente, enquanto que um dos trabalhos se debruça sobre as coordenadas visuais, o outro aprofunda o conhecimento da mecânica linguística.

Voltando à «Conferência-Objecto», que por razões óbvias não iremos relatar, pretendemos apenas salientar alguns considerandos feitos por um dos seus “provocadores do acto criador” relativamente à reacção do público. De acordo com o que é descrito, o “numerosíssimo público que enchia a Galeria e transbordava pela Livraria” reagiu de forma inesperada (?), mantendo-se inerte e silencioso. “(...) não soube reagir, isto é, não soube con-ferir nem in-ferir.” ( in PO.EX, pp, p.80)»


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