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Antologia de poesia erótica e satírica, Selecção, prefácio e notas de Natália Correia, Afrodite, Lisboa, s/d

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1ª edição, com encadernação editorial de capa dura.

Composto e impresso na Sociedade Astória, Lda., Afrodite, Lisboa. [1965]. 

Ilustrações de Cruzeiro Seixas.

A edição da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, (Ed. Afrodite, Lisboa, Dez. de 1966), foi apreendia e julgada em Tribunal Plenário como «ofensiva do pudor geral, da decência e da moralidade pública e dos bons costumes». Foi «reconhecido o mérito literário da obra», com excepção dos textos de Mário Cesariny de Vasconcelos, cujo mérito literário foi considerado nulo. 

No plenário criminal da Boa-Hora, em audiência colectiva, sob a presidência do desembargador Fernando António Morgado Florindo e com a presença de Costa Saraiva, adjunto do procurador da República, terminou no dia 21 de Março de 1970 o julgamento por abuso de liberdade de imprensa dos responsáveis pela publicação da Antologia.

Foram condenados:

Fernando Ribeiro de Mello, editor, e Natália Correia, escritora e organizadora da Antologia, a 90 dias de prisão correccional, substituíveis por igual tempo de multa a 50$00 por dia e mais 15 dias de multa à mesma taxa. A cada um foram aplicados os impostos de justiça de 1500$00 e 500$00 de procuradoria.Luiz Pacheco, escritor, foi condenado a 45 dias de prisão, substituídos por multa, a 25$00 diários e 7 dias de multa à mesma taxa (no entanto devido à sua situação económica, o Tribunal dispensou-o do pagamento da multa diária). Foi ainda condenado a 880$00 de imposto de justiça. Mário Cesariny de Vasconcelos, escritor, foi condenado a 45 dias de prisão substituídos por multa a 30$00 diários e 7 dias de multa à mesma taxa. Condenado em 1 000$00 de imposto de justiça e 500$00 de procuradoria. José Carlos Ary dos Santos, escritor, foi condenado a 45 dias de prisão substituída por igual tempo de multa a 40$00 diários e 7 dias de multa à mesma taxa. Foi condenado em 1 000$00 de imposto de justiça e 500$00 de procuradoria. Ernesto Manuel Geraldes de Melo e Castro, escritor, foi condenado a 45 dias de prisão, substituída por igual tempo de multa, a 50$00 por dia e mais 7 dias de multa àquela taxa. Foi aplicado o imposto de justiça de 1500$00 e 500$00 de procuradoria. A Natália Correia, Mário Cesariny, José Carlos Ary dos Santos e Melo e Castro foram suspensas as penas, pelo espaço de três anos. Os livros apreendidos foram declarados perdidos a favor do Estado para serem destruídos. O acusado Francisco Marques Esteves foi absolvido.

(Diário de Lisboa, 21 de Março de 1970)

 

"Compus este poema para me defender no Tribunal Plenário de tenebrosa memória. O que não fiz a pedido do meu advogado que sensatamente me advertiu de que essa insólita leitura no decorrer do julgamento comprometeria a defesa, agravando a sentença."

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natália correia/ a defesa do poeta 

Senhores jurados sou um poeta
um multipétalo uivo um defeito
e ando com uma camisa de vento
ao contrário do esqueleto
 
Sou um vestíbulo do impossível um lápis
de armazenado espanto e por fim
com a paciência dos versos
espero viver dentro de mim
 
Sou em código o azul de todos
(curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes
 
Senhores banqueiros sois a cidade
o vosso enfarte serei
não há cidade sem o parque
do sono que vos roubei
 
Senhores professores que pusestes
a prémio minha rara edição
de raptar-me em crianças que salvo
do incêndio da vossa lição
 
Senhores tiranos que do baralho
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis
 
Senhores heróis até aos dentes
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além
 
Senhores três quatro cinco e sete 
que medo vos pôs por ordem?
que pavor fechou o leque
da vossa diferença enquanto homem?
 
Senhores juízes que não molhais
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa
 
Sou uma impudência a mesa posta
de um verso onde o possa escrever
ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.
 
 
Natália Correia
as maçãs de orestes
1970

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A Antologia de poesia portuguesa erótica e satírica, de Natália Correia


ISABEL CADETE NOVAIS

Muitas das obras dadas ao prelo, sobretudo aquelas que envolvem morosas pesquisas e recolhas, nem sempre tiveram percursos lineares na sua história genética. Esse facto deve-se às vicissitudes a que ficaram sujeitos certos projectos editoriais, cuja construção não assentou apenas no processo dinâmico da escrita do autor, mas antes na articulação e homogeneidade de materiais textuais descontínuos, recolhidos em locais e tempos diversos e, por vezes, até por mãos de terceiros. Além disso, pode ainda acontecer que o autor se tenha visto forçado, por imposições pessoais ou estranhas, a interromper o trabalho, ou mesmo a abandoná-lo, resignando-se à ideia de nunca o ver concretizado. Nesse caso, a obra que andou cogitando e reunindo, durante longo tempo, não chega a figurar na lista dos trabalhos editados sob a sua responsabilidade, e, assim, acaba ficando esquecida para sempre, entre os inúmeros papéis do seu espólio. Pode, eventualmente, vir a suscitar o interesse de quem, remexendo esses papéis, se dê conta de que está perante um trabalho em suspenso, a aguardar o arbítrio de mãos alheias que lhe dêem continuidade e visibilidade.

Entre os casos paradigmáticos do que acabamos de afirmar, encontra-se o projecto de edição de uma antologia poética, com o título «O purgatório dos poetas», concebido e iniciado por Manuel Cardoso Marta, amigo de longa data da família de Natália Correia e a quem esta comprou a vasta biblioteca que possuía incluindo alguns papéis do seu espólio literário. O trabalho mencionado permaneceu interrompido na posse do autor, durante vinte e três anos, e, só após a sua morte, foi parcialmente recuperado por Natália Correia, ao integrá-lo num projecto seu, mais extenso, intitulado Antologia de poesia portuguesa erótica e satírica: dos cancioneiros medievais à actualidade, publicado pelas edições Afrodite1, em 1966.

O dossiê de trabalho do referido projecto parece ter chegado até hoje praticamente como Cardoso Marta o deixou: uma capa cartonada com o rótulo autógrafo «O Purgatório dos poetas» reúne, sob a folha de rosto (contendo título, autoria, esboço de desenho, local e data), um índice geral dos conteúdos, uma recolha autógrafa de trinta e oito poemas, dois dactiloscritos e, ainda, seis páginas de rascunho de um texto explicativo com características de prefácio. Deixadas no dossiê, uma dezena de folhas em branco indiciam que o trabalho foi suspenso numa fase em que se previa a inclusão de mais textos.

No manuscrito, destaca-se um conjunto de seis folhas contendo a transcrição do poema de D.Tomás de Noronha, intitulado «Do gosto dos namorados». São vários os aspectos que ressaltam, neste suporte, suscitando dúvidas quanto ao momento de interrupção da obra, bem como ao seu estado de avanço: os tipos de papéis usados, o tamanho reduzido das folhas em relação às restantes e, ainda, a nota para tipografia, não datada, escrita na margem inferior da primeira página, a tinta vermelha, por Cardoso Marta, «Ao Sr. Tipógrafo: Não esquecer de trocar estes dois versos que estão numerados». A fazer fé nesta nota, levanta-se a suspeita de que a obra teria chegado a dar entrada no prelo. Porém, a falta de provas que sustentem esta hipótese e a inconsistência do único suporte existente não nos permitem avançar nesse juízo. Perante os dados de que dispomos, conjecturamos que o referido poema possa ter sido enviado para publicação em qualquer periódico da época e que esta cópia manuscrita tenha regressado à posse de Cardoso Marta, que a inseriu no dossiê do projecto.

O cotejo entre os papéis de Cardoso Marta e a Antologia publicada por Natália Correia conduz-nos à conclusão de que o projecto daquele estudioso terá sido usado como tema ou ponto de partida para a exaustiva e arrojada edição que, segundo a própria autora, teve como «motivo determinante da sua publicação, constituir ao tempo essa obra uma “pedrada no charco” de um puritanismo que funcionava como uma das armas da repressão instituída»2. Como seria de prever, o acto de rebeldia contra o regime acabou por custar uma passagem efémera pelos escaparates das livrarias, tendo a edição sido retirada do mercado e os seus responsáveis condenados em Tribunal Plenário.

Perante estes factos, interrogamo-nos se não terá sido a acção repressiva da então Censura Prévia, instalada pela Constituição de 1933, que terá esfriado o entusiasmo de Cardoso Marta em publicar tal obra, em 1935. Tanto mais que o autor passou a colaborar em acções culturais de propaganda do regime salazarista, como a Exposição do Mundo Português e a Exposição de Arte Popular, participou em associações e colectividades, fundou e dirigiu revistas, gozando de reconhecido prestígio intelectual e social que certamente não gostaria de ver manchado perante uma afronta à moral conservadora e religiosa preconizada pelos apoiantes do regime, embora no seu íntimo fosse um republicano anticlerical.

Apesar de nunca ter feito qualquer alusão ao projecto de edição de Cardoso Marta, iniciado nos anos 30, com o título «O purgatório dos poetas», parece-nos plausível admitir que este terá sido em parte concretizado (embora de forma velada) na polémica edição de 1966, da autoria de Natália Correia. Na verdade, não existem dúvidas quanto à inclusão dos poemas coligidos pelo bibliófilo nesta Antologia, visto ser a própria autora a identificá-los com a menção de proveniência, quanto a nós, pouco explícita: «(Manuscrito da biblioteca de Cardoso Marta)». Mas Natália Correia não só se serviu da recolha de poemas, como também utilizou o título numa das partes do seu prefácio.

Quanto ao texto introdutório, deixado apenas em esboço, que transcrevemos na íntegra, no final deste estudo, Natália Correia não fez uso dele nem o referiu. Contudo, as ideias fulcrais que nele justificam, de forma clara e sucinta, os objectivos daquele antigo projecto, trespassam todo o prefácio da autora de Mátria, numa linguagem muito referenciada e empolgada, bem ao seu estilo, a tocar a prosa poética. A documentar o que foi dito, apresentamos um excerto do final do texto que Natália intitulou «O purgatório dos poetas»:

Soterrado nos subterrâneos das literaturas, particularmente se a licença verbal proíbe o foco da consagração pública, regulado pelo puritanismo burguês, o poeta satírico predestina-se, pelo seu génio demoníaco, a uma trágica obscuridade de que esta Antologia pretende em parte resgatá-lo, dando-o como testemunho de uma sociedade em que a sátira escabrosa foi o inevitável contrapeso de uma espiritualidade forjada por dogmas que desviaram o homem do trilho diurno da sua natureza superada.

Abril, 2007

1 Com selecção, prefácio e notas de Natália Correia e ilustrações de Cruzeiro Seixas. Lisboa: Fernando Ribeiro de Mello, [1966]. A obra, considerada injuriosa contra a moral e bons costumes da época, foi apreendida pela Censura.
2 Carta enviada à Sociedade Portuguesa de Autores, de 10 de Julho de 1990, a propósito do pedido de Fernando Ribeiro de Melo para autorizar a reedição da antologia. Integra o espólio de Natália Correia, cota BNP Esp. D9/4521.

 

Natália Correia

Natália de Oliveira Correia (Fajã de Baixo, São Miguel, 13 de Setembro de 1923 — Lisboa, 16 de Março de 19931 ) foi uma intelectual, poeta (a própria recusava ser classificada como poetisa por entender que a poesia era assexuada) e activista social açoriana, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia. Deputada à Assembleia da República2 (1980-1991), interveio politicamente1 ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC).

A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 1950 e 1960. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas.

Biografia

Quando tinha apenas onze anos o pai emigra para o Brasil, fixando-se Natália com a mãe e a irmã em Lisboa, cidade onde fez estudos liceais no Liceu D. Filipa de Lencastre. Iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra destinada ao público infanto-juvenil mas rapidamente se afirmou como poetisa.

Notabilizada através de diversas vertentes da escrita, já que foi poetisa, dramaturga, romancista, ensaísta, tradutora, jornalista, guionista e editora3 , tornou-se conhecida na imprensa escrita e, sobretudo, na televisão, com o programa Mátria, onde advogou uma forma especial de feminismo (afastado do conceito politicamente correcto do movimento), o matricismo, identificador da mulher como arquétipo da liberdade erótica e passional e fonte matricial da humanidade; mais tarde, à noção de Pátria e de Mátria acrescenta a de Frátria.

Dotada de invulgar talento oratório e grande coragem combativa, tomou parte activa nos movimentos de oposição ao Estado Novo, tendo participado no MUD (Movimento de Unidade Democrática, 1945), no apoio às candidaturas para a Presidência da República do general Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado (1958) e na CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, 1969). Foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, pela publicação da Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, considerada ofensiva dos costumes, (1966) e processada pela responsabilidade editorial das Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta. Foi responsável pela coordenação da Editora Arcádia, uma das grandes editoras portuguesas do tempo.

A sua intervenção política pública levou-a ao parlamento, para onde foi eleita em 19803 nas listas do PPD (Partido Popular Democrático), passando a independente. Foi autora de polémicas intervenções parlamentares, das quais ficou célebre, num debate sobre o aborto, em 1982, a réplica satírica que fez a um deputado do CDS sobre a fertilidade do mesmo.

Fundou em 1971, com Isabel Meireles, Júlia Marenha e Helena Roseta, o bar Botequim, onde durante as décadas de 1970 e 1980 se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa. Foi amiga de António Sérgio (esteve associada ao Movimento da Filosofia Portuguesa), David Mourão-Ferreira ("a irmã que nunca tive"), José-Augusto França ("a mais linda mulher de Lisboa”), Luiz Pacheco ("esta hierofântide do século XX"), Almada Negreiros, Mário Cesariny ("era muito mais linda que a mais bela estátua feminina do Miguel Ângelo"), Ary dos Santos ("beleza sem costura”) , Amália Rodrigues, Fernando Dacosta, entre muitos outros. Foi uma entusiasmada e grande impulsionadora pelo aparecimento do espectáculo de café-concerto em Portugal, na figura do polémico travesti Guida Scarllaty, o actor Carlos Ferreira, na época um jovem arquitecto de quem era grande amiga. Na sua casa, foi anfitriã de escritores famosos como Henry Miller, Graham Greene ou Ionesco.

A 13 de Julho de 1981 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Sonetos Românticos. No mesmo ano a 26 de Novembro foi feita Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.

Natália Correia casou quatro vezes. Após dois primeiros curtos casamentos, casou em Lisboa a 31 de Julho de 1953 com Alfredo Luís Machado (1904-1989), a sua grande paixão, bem mais velho do que ela e já viúvo, casamento este que durou até à morte deste, a 17 de Fevereiro de 1989. (São já notáveis as cartas de amor da jovem Natália para Alfredo Luís Machado.) Em 1990, tinha Natália 67 anos de idade, celebrou um casamento de conveniência com o seu colaborador e amigo Dórdio Guimarães.

Morte

Na madrugada de 16 de Março de 1993, morreu1 , subitamente, com um ataque cardíaco, em sua casa, depois de regressada do Botequim. A sua morte precoce deixou um vazio na cultura portuguesa muito difícil de preencher. Legou a maioria dos seus bens à Região Autónoma dos Açores, que lhe dedicou uma exposição permanente na nova Biblioteca Pública de Ponta Delgada, instituição que tem à sua guarda parte do seu espólio literário (que partilha com a Biblioteca Nacional de Lisboa) constante de muitos volumes éditos, inéditos, documentos biográficos, iconografia e correspondência, incluindo múltiplas obras de arte e a biblioteca privada.

Bibliografia activa

• Grandes Aventuras de um Pequeno Herói (romance infantil), 1945

• Anoiteceu no Bairro (romance), 1946 ; 2004

• Rio de Nuvens (poesia), 1947

• Descobri Que Era Europeia: impressões duma viagem à América (viagens), 1951 ; 2002

• Sucubina ou a Teoria do Chapéu (teatro), em colab. com Manuel de Lima, 1952

• Poemas (poesia), 1955

• Dimensão Encontrada (poesia), 1957

• O Progresso de Édipo (poema dramático), 1957

• Passaporte (poesia), 1958

• Poesia de Arte e Realismo Poético (ensaio), 1959

• Comunicação (poema dramático), 1959

• Cântico do País Emerso (poesia), 1961

• A Questão Académica de 1907 (ensaio), 1962

• Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica: dos cancioneiros medievais à actualidade (Antologia), 1965 ; 2000

• O Homúnculo, tragédia jocosa (teatro), 1965

• Mátria (Poesia), 1967

• A Madona (Romance), 1968 ; 2000

• O Encoberto (Teatro), 1969 ; 1977

• O Vinho e a Lira (Poesia), 1969

• Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses (Antologia), 1970 ; 1998

• As Maçãs de Orestes (Poesia), 1970

• Trovas de D. Dinis, [Trobas d'el Rey D. Denis] (Poesia), 1970

• A Mosca Iluminada (Poesia), 1972

• O Surrealismo na Poesia Portuguesa (Antologia), 1973 ; 2002

• A Mulher, antologia poética (Antologia), 1973

• O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro (Poesia), 1973

• Uma Estátua para Herodes (Ensaio), 1974

• Poemas a Rebate, (poemas censurados de livros anteriores) (poesia), 1975

• Epístola aos Iamitas (poesia), 1976

• Não Percas a Rosa. Diário e algo mais (25 de Abril de 1974 - 20 de Dezembro de 1975) (Diário), 1978 ; 2003

• O Dilúvio e a Pomba (poesia), 1979

• Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente (teatro), 1981 ; 1991

• Antologia de Poesia do Período Barroco (antologia), 1982

• Notas para uma Introdução às Cantigas de Escárnio e de Mal-Dizer Galego-Portuguesas (ensaio), 1982

• A Ilha de Sam Nunca: atlantismo e insularidade na poesia de António de Sousa (antologia), 1982

• A Ilha de Circe (romance), 1983 ; 2001

• A Pécora, peça escrita em 1967 (teatro), 1983 ; 1990

• O Armistício (poesia), 1985

• Onde está o Menino Jesus? (contos), 1987

• Somos Todos Hispanos (ensaio), 1988 ; 2003

• Sonetos Românticos (poesia), 1990 ; 1991

• As Núpcias (romance), 1992

• O Sol nas Noites e o Luar nos Dias (poesia completa), 1993 ; 2000

• Memória da Sombra, versos para esculturas de António Matos (poesia), 1993

• D. João e Julieta, peça escrita em 1959 (teatro), 1999

• A Ibericidade na Dramaturgia Portuguesa (ensaio), 2000

• Breve História da Mulher e outros escritos (antologia de textos de imprensa), 2003

• A Estrela de Cada Um (antologia de textos de imprensa), 2004


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