Correia Garção, Obras completas, Sá da Costa, Lisboa, 1953, 2 vol.

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Texto fixado, prefácio e notas por António José Saraiva

Volume 1, Prosas e teatro

Volume 2, poesia lírica e satírica

Correia Garção

Poeta português, de nome completo Pedro António Correia Garção, nascido em 1724 e falecido em 1772, estudou Literatura Clássica no Colégio dos Jesuítas, em Lisboa, e frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, não chegando, contudo, a terminá-lo. Em 1756, juntamente com Cruz e Silva, Teotónio Gomes de Carvalho e Manuel Nicolau Esteves Negrão, fundou a Arcádia Lusitana, utilizando como pseudónimo arcádico Coridon Erimanteu. Foi escrivão na Casa da Índia e dirigiu a Gazeta de Lisboa de 1760 a 1762. Casado e apreciador da convivência social, manteve relações com estrangeiros, facilitadas pelo domínio do inglês, do francês e do italiano, e também com alguns portugueses das classes mais privilegiadas. Devido a problemas financeiros, passou a viver na Quinta da Fonte Santa e em 1771 foi detido no Limoeiro, por razões não esclarecidas, onde veio a falecer.

Tentou a criação de um teatro nacional com a redação de alguns textos dramáticos (na comédia Assembleia insere-se a célebre Cantata de Dido) e também dedicou alguma atenção ao género epistolar e à poesia de circunstância. Esforçou-se sobretudo no sentido de cultivar os géneros greco-latinos. Admirador de Horácio, fundiu o horacianismo com a poesia do quotidiano e atingiu assim o melhor da sua obra. Para além do poeta latino, também seguiu os quinhentistas portugueses Sá de Miranda, António Ferreira, Camões e Diogo Bernardes.

in: Infopédia


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